O que levar de 2017 para 2018?

Viajando no tempo, vejo a curva da virada do ano e resolvo dar uma olhadinha no retrovisor.

De um lado da estrada vejo um 2017 turbulento e uma mistura de imagens. Vejo prisões de políticos, empresários e magnatas do futebol, por corrupção e desvios de recursos públicos; o incêndio criminoso da Chapada dos Veadeiros e golpistas se aproveitando da situação; vejo também guerras de facções criminosas transformando o cidadão carioca em prisioneiro na sua própria casa; crianças apedrejando um Papai Noel, porque os doces que ele tinha levado haviam acabado; jovens e adultos cansados de procurar emprego e fomentando o ódio nas redes sociais; torcedores do Flamengo (meu time do coração) se comportando como selvagens em praça pública; vejo, por fim, o país desligado de si mesmo.

Mas, quando olho pro outro lado da estrada, eu vejo o meu neto Victor nascendo e com ele a renovação da esperança em uma país melhor; meu neto mais velho, Igor, encontrando o seu caminho no mundo da música e conquistando trabalho com seu próprio esforço; meu neto Ian se formando em Biotecnologia e na luta para seguir sua carreira de pesquisador; minha netinha, Helena, dando seus primeiros passos; e meu neto Davi acolhendo seus irmãos, por parte de pai; vejo também um exército de voluntários ajudando a reduzir os estragos do incêndio da Chapada dos Veadeiros e salvando os animais atingidos; vejo jovens lutando bravamente para fazer o contraponto e lotando auditório, por seguidas vezes, com interessados em melhorar como pessoa e semear a ideia da comunicação não violenta; vejo professoras heroínas salvando seus alunos de um incêndio criminoso em uma creche; vejo uma estudante de Campina Grande/PB, minha terra natal, vencendo o Concurso Internacional de Redação de Cartas, que teve como tema “Imagine que você é um(a) assessor(a) do novo Secretário Geral da ONU – Qual é o problema mundial que você o ajudaria a resolver em primeiro lugar e de que forma você o aconselharia para isso?”. Vejo brasileiros conscientes da importância do verde para a nossa saúde, transformando um terreno público em um lindo oásis, botando mão e alma na terra. Vejo amigos de sempre, alimentando uma relação de respeito, mesmo com distintas visões de mundo, travando embates produtivos e brincando como se fossem crianças.

Vejo também lideranças promovendo debates e buscando saídas para a desagregação e o desencanto da nossa sociedade, sem autoritarismo e com foco na educação.

Por fim, me vejo lançando o meu livro “Um olhar no retrovisor e outro na estrada”, pelo Brasil afora, transmitindo uma mensagem de confiança no futuro e mostrando que podemos aproveitar as crises para crescer como pessoa e sociedade.

Ao olhar para a curva, vejo que 2018 poderá ser melhor, desde que nos desarmemos do ódio e da ira que contamina as redes sociais e cuidemos com carinho das nossas relações pessoais na família e na sociedade, buscando sempre o nosso crescimento como ser humano.


Feliz Natal! Que venha 2018! Saúde!

Iêda Lima

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